Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Resenha - Prazeres inconfessos de Laurell K. Hamilton

“Nesta primeira história da saga, Anita, que presta assessoria sobre crimes sobrenaturais para a polícia de St. Louis, investiga, contra a sua vontade, uma série de assassinatos de vampiros. Tudo começa quando ela vai como convidada a uma festa de despedida de solteira numa boate de strip-tease de vampiros cuja gerência está a cargo do sexy sugador de sangue francês Jean-Claude. A noiva acaba enfeitiçada e só se Anita atender os desejos dos vampiros – no caso, descobrir quem os está exterminando – é que ela vai voltar para casa com vida.

Anita conhece então a mestra vampira Nikolaos, que, embora pareça uma menina inocente, é muito poderosa e tem mais de 1.000 anos. O que se segue é uma divertida história de detetive recheada de ação, viradas surpreendentes e pontuada pelo humor ácido desta fascinante protagonista, que seduz os fãs com uma boa história de mistério e vampiros em todo o mundo.”

Prazeres Malditos é o primeiro livro da série “Anita Blake”, escrita pela autora americana Laurell K. Hamilton. A série possui 20 livros publicados nos Estados Unidos e seu 21º livro tem lançamento previsto para Junho de 2012. Em Portugal, apenas dois livros da série foram publicados. A nossa heroína é Anita Blake, uma rapariga que consegue ressuscitar humanos. Apesar disso, ela também é conhecida como a “Executadora” já que é a única humana que já matou tantos vampiros e sobrevive para contar a história. Apesar deste pormenor, o que Anita deseja é ver-se livre dos vampiros, mantendo sempre a distância, mas parece que eles vêm sempre à procura dela. Anita também possui poderes que mais nenhum humano tem, ela apenas pela presença do vampiro consegue conhecer a sua idade e os seus poderes característicos. Na história, os humanos sabem e aceitam a existência de vampiros, e chegam mesmo a se voluntariarem para lhes fornecerem sangue. Existem também zumbis, demónios devoradores de carne morta, licantropos e humanos adoradores de vampiros. O livro é cheio de criaturas fantasiosas, do jeito que os leitores fãs do sobrenatural original gostam. Eles são apresentados aos poucos. É como se fosse uma apresentação dos personagens que virão no restante da série. Um aspecto que eu gostei bastante, foi termos os velhos vampiros de volta! Ou seja, não conseguem andar à luz do sol, dormem de dia e em caixões e são queimados por água benta e cruzes. 

Outro aspecto surpreendente é o facto de Anita não ser tão forte como aparenta ser. Todos os vampiros pensam que ela é uma durona mas por baixo daquela máscara está uma rapariga que não gosta nada de vampiros nem de lutas. Ela conta suas aventuras de uma forma cheia de humor e às vezes diretamente para o leitor. Nos seus pensamentos, ela passa por vários momentos agonizantes mas nunca demonstra isso para quem está de fora. Muito menos que sente uma atração fortíssima pelo vampiro centenário para lá de charmoso e misterioso, Jean Claude. Essa relação ou seja lá o que for, foi algo que me deixou muito curiosa sobre a continuação. 

Todos os personagens são muito cativantes, que nos fazem rir com seus sorrisos metidos e prender o fôlego quando estavam em perigo. Anita é uma pessoa sagaz, centrada e com tiradas inteligentes. Anita é uma verdadeira heroína, muito resistente nas cenas de ação, mostrando muita força de vontade.

Resenha - A filha dos mundos de Inês Botelho


“A Filha dos Mundos" fala de Ailura, uma menina de 11 anos que vive no seu mundo de fantasia contado pelo seu pai, no qual existem todas as criaturas de um conto, as fadas, os elfos, os duendes, gnomos e muito mais. Ailura era uma criança feliz! Mas do nada o seu pai desaparece. A mãe de Ailura tenta criá-la o melhor que sabe, mas acaba por tirar toda a fantasia e imaginação da sua vida. Alguns anos mais tarde, Ailura é uma mulher bem-sucedida que tem tudo o que quer da vida mas sente um enorme vazio. Então vê-se deparada com a hipótese de o seu pai ter sido o Rei das Terras da Luz. É lá que reside o Povo da Luz, que vê em Ailura uma maneira de acabar com o mal que os vem a assombrar faz milhares de anos. Esse mal chama-se Morgriff e é ele o feiticeiro que matou o seu pai que tentava proteger as Terras da Luz em mais um dos seus ataques, que apenas quer para seu poder o Ceptro de Aerzis para assim ser implacável, que se encontra nas mãos de Ailura.

Penso e defendo que o livro "A filha dos mundos" deveria de ter estado na gaveta até hoje. Poderia com algumas alterações ser um livro bonito, com profundidade psicológica, mas que devido à sua rápida publicação será sempre lembrado como um livro "que poderia ter sido algo de bom". A acção decorre demasiado depressa, existe uma certa infantilidade em algumas descrições, nomeadamente na repetição do adjectivo "bonito" ou "belo": a Ailura é bela, o elfo é belo, mas dentro disso onde está a substância? A Ailura aparece como uma mulher de 28 anos, directora de um jornal, com responsabilidade, mas que por algum motivo não gosta do namorado e a presença deste torna-se algo desagradável. Tudo isso muda quando Ailura é atropelada por um camião e encontra um mundo paralelo ao nosso. Esta espécie de twist recorda um pouco o romance de Neil Gaiman "Neverwhere", onde a personagem principal também entra numa espécie de realidade alternativa, fruto da sua ânsia de se escapar do mundo real. E este twist apesar de já existir é o único factor bom que o livro apresenta. O facto de todos nós gostarmos de um dia viver num mundo alternativo é uma premissa razoável para um romance fantasioso, apenas a maneira como usamos essa premissa deve ser tomada em consideração. As personagens falham, como referi e a acção peca pela rapidez, na qual é apresentada. Tudo é muito romântico, tudo decorre demasiado depressa.
Ou seja, se a Inês Botelho tivesse esperado mais uns tempinhos, poderia de facto ter apresentado algo mais substancial, talvez introduzir algo mais sobre o povo élfico, os anões. Como seria o seu dia-a-dia, explicar com maior detalhe como é que as pessoas se relacionavam, o próprio passado, a História daquele povo, etc.
Muito sucintamente "A filha dos mundos" estará sempre ligado a um condicional e é a prova viva que nem sempre devemos enviar algo que de futuro até nos poderemos "envergonhar". Erros todos nós cometemos. Não nascemos todos uns Saramagos, mas lá vamos evoluindo com o tempo, vamos crescer, ter novas experiências, que vão reflectir-se no que escrevemos. É um livro que pode apelar as pessoas que só querem ler uma história leve, mas que não satisfará o leitor mais experiente.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Simplicidade


Na vida existem momentos em que simplesmente tudo à nossa volta não faz mais sentido. Como se nos perdêssemos num labirinto e não encontrássemos a saída. O fim do túnel. Nesses momentos nada nos atrai e tudo o que nos rodeia é banal, inútil, sem cor, sem sentido… O pôr-do-sol é apenas o final de mais um dia, o nascer do sol é um sinal que temos que sair para ir para o trabalho ou para a escola, sorrir é uma rotina, ouvir música é apenas um hábito, dizer “amo-te” é bom dia, beijos tornam-se momentos normais, os olhares não têm a mesma intensidade.
A rotina, o stress e o desgaste do dia-a-dia fazem perder a essência e acabamos por perder a noção do quanto os detalhes e a simplicidade são incríveis e belos. Mas nada nos impressiona, aos nossos olhos, tudo é “normal”.  O dom de admirar as coisas mais básicas e lindas da vida perdesse, deixamos de ver a beleza à nossa volta, em cada olhar, em cada sorriso, em cada pétala de uma flor ou numa pedra do chão. Ao nosso redor é tudo tão bonito, tão raro, tão maravilhoso, tão único! Se pararmos para observar o céu, este é quase como um milagre! Há uma grande quantidade de água nele, e mesmo assim ele continua lá, intacto e perfeito. As estrelas são tão impressionantes e mágicas, que mesmo parecendo pequenas e insignificantes, são gigantescas e brilhantes.
Um sorriso é tão valioso como um diamante, não deve ser banal ou algo feito por pura educação, um sorriso deve sair do fundo do coração, pois basta um… apenas um sorriso para mudar a vida de alguém e ficar para todo o sempre na memória desse alguém, ou seja, inesquecível. Devemos sorrir como se na vida não existisse problemas, como se tudo fosse apenas uma fase, um capítulo ou uma página de um livro que espera ansiosamente de ser virada. Sorria como se fosse o seu primeiro e último sorriso, sorria sem vergonha. Sorria como se vivesse um momento único e lembre-se que um sorriso é tão valioso como um “amo-te” e que vale mais do que milhões de palavras.
Aprecie o nascer do Sol e pôr-do-sol, veja o quanto ele é interessante e espectacular. O Sol mesmo sendo tão lindo e radiante, retira-se do céu por algumas horas e aparecesse a cada dia. Cada dia com mais brilho e mais calor e mesmo sendo tapado pelas nuvens, ele sempre estará lá. Sempre! Ele mostra que nunca é tarde pra recomeçar e que nunca se deve desistir, pois mesmo em meio de lutas, choros e tristezas, quando tudo isso passar, tu estarás mais feliz, mais forte, mais radiante e pronto para lutar contra qualquer obstáculo da vida.
Quando ouvir música, aprecie-a, curte a batida, sinta-a, entenda a sua letra, reflicta na mensagem que ela traduz e faça dela um lema de vida, cante-a com todo o ar que tenha nos pulmões. Nenhuma música é feita de qualquer maneira, todas elas têm os seus específicos detalhes, a sua razão, o seu momento certo. Sinta o som, queira a energia da música, e veja o quanto podes viajar apenas prestando atenção nela durante alguns instantes. Quando ouvir uma música esqueça tudo, simplesmente ouça-a, como se fosse o primeiro som que ouve na sua vida.
Quando disser que ama alguém, tenha certeza de que isso é verdade, pois essa única palavra pode mudar uma vida inteira, não iluda as pessoas com suas palavras, mas não as magoe, simplesmente não diga nada que não seja verdade e que não possas cumprir. Não banalize o amor, ele é algo tão grandioso para ser resumido em palavras vazias. Não faça dele apenas um instrumento de conquista ou um sentimento mentiroso. O amor não se confunde, não se explica e simplesmente é impossível de ser entendido, então não o rebaixe gritando-o e anunciando-o quando não for realmente um facto.
Quando beijar, faça com que cada beijo seja único e inesquecível, não beije sem emoção, sem desejo, sem vontade. Beije calmamente, intensamente, aproveita cada segundo e cada movimento. Demonstra o seu desejo, demonstra a sua vontade. O beijo é uma das formas mais lindas de demonstrar os sentimentos, então não o transforme em um simples momento sem razão, em apenas um gesto normal e rotineiro. Faça do seu olhar as suas palavras, seus sentimentos, o espelho do seu coração, da tua alma. Quando olhar nos olhos de alguém demonstre o que sente por ela, mostre o que há dentro de ti e o que sua boca não consegue dizer. Veja as pessoas com bons olhos, pois não são as pessoas que são ridículas e feias, são os seus olhos que a vêem assim. Aprenda o significado de cada olhar, a simplicidade de um discreto e a intensidade de um olhar. Mostre que dentro de ti há coisas lindas e deixe que os seus olhos sejam explorados pelo outro, se alguém disser que os seus olhos são lindos, olhe-o como se fosse a primeira vez em que abriu os olhos na sua vida e perceberá o quanto um olhar seu pode fazer efeito em alguém.
Seja alguém incrivelmente simples e simplesmente incrível. Veja a vida com os olhos de uma criança, e descubra o mundo a cada dia. Faça cada dia um novo dia. E cada momento inesquecível.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Resenha - Julieta de Anne Fortier

“E se descobrisse que era descendente de Romeu e Julieta?

Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Roberts herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que ela conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval. À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição – «Malditas sejam as vossas casas!» – continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu – mas onde está ele?”

Saíndo do tema do sobrenatural, entramos num romance cheio de acção e por detrás da história temos um romance que toda a gente conhece "Julieta e Romeu"! Nota-se o tamanho da pesquisa que Anne Fortier e a sua mãe fizeram para dar origem a este livro. E apesar das suas 509 páginas, lê-se tão rápido que no fim desejei ler nem que fossem mais umas linhas. A escrita, que não chega a ser nem simples nem díficil - contribui para nos envolvermos mais na história, bem como as pequenas citações no início de cada capítulo e a capa que (pelo menos para mim) como que grita Olhem para mim!
Ao longo do livro, vai-se descobrindo a relação entre a história verdadeira de Romeu e Julieta e a história do livro em si, e assim chegamos a ter duas histórias no livro, o passado e o presente.
Suspense, amor, mistérios e uma grande maldição escondida através de uma trama que promete intrigar o leitor até a última página. Isso tudo e muito mais que encontramos no livro Julieta da autora Anne Fortier. Esse livro é a prova viva de que as aparências enganam. Começamos a devorar as deliciosas páginas dele, pensando estar a caminhar numa linha reta e quando menos se espera a viagem muda de trilho. Adorei e recomendo a leitura para quem, como eu, é uma romântica incorrigível. A história medieval é lindíssima e a esperança de um final feliz na história contemporânea é estimulante. Mas será que o final feliz acontecesse?



Resenhas - Feitiços de Amor de Barbara Bretton


"Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes…
Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.

Chloe é a proprietária da Sticks & Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos. O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke… Feitiços de Amor é um romance encantador e inesquecível sobre o poder do amor e a magia dos sonhos."

Eu desconhecia esta saga, sendo já este livro de 2009. A história centra-se em Chloe, uma rapariga que é filha de uma bruxa e de um humano, sendo que ela também aparenta ser humana, já que os seus poderes nunca se manifestaram-se até aquele momento. O que ninguém esperava é que Chloe recebesse os seus poderes mágicos quando se apaixonasse, muito menos por Luke, um simples humano. É um romance cheio de magia, um pouco diferente do que estamos habituados. Apesar da história de Chloe me ter contentado desde o início, não me entusiasmei particularmente com a sua paixão e talento no tricô. A este aspecto soma-se o facto da escrita de Barbara Bretton ser um pouco infantil, o que resulta numa linguagem para jovens, com um conteúdo para adultos. Em contra-partida, adorei as personagens e os cenários, apesar de estas estarem pouco desenvolvidas, incluindo as ruas, as vilas, as casas das personagens e mesmo a fisiologia das próprias personagens, tanto principais como secundárias. Não é dos melhores livros que há li, mas sem dúvida é um livro cheio de magia, delicioso e leve para ler em qualquer altura!