sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Crítica literária - Porque és minha de Beth Kery


No instante em que Francesca e Ian se conhecem, a atração é mútua; uma carga requintadamente física incendeia ambos. Para Ian, ela é o tipo de mulher a que ele não resiste: inocente e pura. Para Francesca, ele é o tipo de homem que ela mais teme e deseja: sombrio, extremo, autoritário, e interdito. O que se passa entre eles não pode ser ignorado — apenas acatado, evoluindo para um inevitável vínculo.
De um jato particular para um interlúdio em Paris, de um ousado encontro num museu público para a intimidade de um hotel de luxo, Francesca e Ian estão um com o outro sempre que o desejo se torna premente. Mas à medida que a relação deles fica mais intensa, Francesca descobre algo a respeito de Ian — e dela própria — que altera para sempre o jogo e os jogadores. É algo com que eles nunca contaram, algo que lhes faz girar as vidas, delirantemente fora de controlo…


Ian e Francesca conhecem-se quando ela ganha um concurso para pintar um quadro que Ian pede para a sua empresa. No momento em que eles se conhecem nasce uma atração imensa entre os dois. Mas Ian não é o típico homem que Francesca conhece, ele é rico, sombrio, possessivo, autoritário e extremamente ousado. Para a jovem artista é algo que ela ambiciona e receia porque é bastante inocente sobre os prazeres da vida. 

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Faz-vos lembrar alguma coisa? A mim sim, a história das Cinquenta Sombras de Grey. Um leitor que tenha lido a trilogia das Cinquenta Sombras, o livro Rendida e agora Porque és minha, é impossível que não faça comparações entre as obras referidas anteriormente. Na minha opinião este livro não trouxe nada de novo, porque Francesca, para mim, é uma segunda Anastasia e Ian é a junção de Grey e Cross. Eu ando a ficar um pouco frustrada e cansada deste tipo de personagem femininas, porque só me deixam com vontade de lhe dar uns safanões. Outro facto que me irrita é que ser submissa no sexo é uma coisa, agora deixar um homem controlar a vida de uma mulher fora do quarto é outra totalmente diferente. É algo que eu não consigo aceitar como mulher, talvez seja da minha personalidade mas não consigo imaginar um homem a controlar a minha vida e todos os passos e decisões que faço. Algo que não percebi na personagem feminina é o facto que ela vive com quatro rapazes num apartamento e consegue ser tão tímida, nervosa e insegura com Ian. Aló? Será que não aprendestes nada a conviver com os teus amigos? 

Quanto à escrita, o livro é todo na primeira pessoa na perspectiva da Francesca o que eu achei que deu ao livro um aspecto negativo porque eu adorava saber o que pensava Ian e ler algumas passagens na perspectiva dele. Outro aspecto que tenho notado neste tipo de livros eróticos é que o facto da personagem masculina praticar sadomasoquismo é relacionado com traumas no passado. E eu pergunto-me assim: Mas será que só há gente que pratique esta vertente do sexo se tiverem algum problema ou trauma na vida? Estas escritoras dão-me a entender que sim apesar de eu não achar tal coisa. Será que é para dar alguma ação e mistério à obra? Talvez, mas podiam pegar noutras vertentes. 

Sobre as cenas mais eróticas não traz nada de novo, uns chicotes, umas palmadas, algemas, castigos, mais do mesmo. Pode ser impressão minha, mas acho que algumas escritoras andam com falta de imaginação. Para quem não sabe este livro é um aglomerado de oito livrinhos que foram lançados na América, que se leêm num par de horas, tal como o livro em si. Quanto à capa acho que quem faz as capas da edição portuguesa andam com muita falta de imaginação… Um sapato? A sério? Já não chegava na capa do livro Rendida, agora neste também? Alguém me pode dizer porque é que um sapato é tão erótico? Eu olho para o livro e faz-me lembrar a Cinderela com o seu sapatinho de cristal! 

Recomendo este a livro a quem ficou fã da trilogia Cinquenta sombras e também a quem gosta deste tipo de livros eróticos. Claro que quem está ainda em dúvidas se vai ler ou não, sempre pode experimentar para ver se lhe agrada, quem sabe.


Reacções:

1 Rabiscos:

  1. Concordo plenamente, acabei de o ler...e só penso que eles sendo traumatizados e quando expostos a situações de vulnerabilidade, elas, que supostamente estão chateadas, ficam derretidas. Gostava de ver personagens femininas com mais pulso e não que fossem igualmente submissas dentro e fora do quarto, e não perdoassem tão facilmente.
    E o facto de deixarem eles decidirem a vida delas proprias,porque uma coisa é em momentos intimos,agora só pq ele lhe disse que ela teria o total controlo da vida se conduzisse, ela já achou boa ideia. E se queria que ela tivesse o controlo da sua vida, não se devia meter na vida dela fora de quatro paredes.Não percebo nada de BDSM mas será que os dominadores também o têm de ser na vida profissinal/social?

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