quinta-feira, 22 de agosto de 2013

[Crítica Literária] Na cama com um Highlander de Maya Banks

Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence - até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.
Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra.

Foi a minha estreia na escritora Maya Banks. Este livro é o primeiro de uma trilogia chama McCabe. Cada volume retrata a história de um dos três irmãos McCabe. A história acontece nas Terras Altas, num tempo medieval. A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. 

Nesta história é apresentado ao leitor a heroína Mairin Stuart, filha bastarda do rei, que vive num convento desde pequena, escondida, pois contêm um dote cheia de riquezas e especialmente por ter uma propriedade que vale o seu peso em ouro e por esse motivo ela têm sido alvo de senhores que procuram poder e ascensão, que até chegariam ao ponto de rapta-lá e obriga-lá a casar-se com eles para atingir os seus objetivos. E um desses senhor é o Lorde Cameron que será o vilão da história. Ele torna a heroína cativa e é no cativeiro que ela conhece Crispen McCabe, que se afastou de casa e que é encontrado pelos soldados de Cameron, que o tornam também um prisioneiro.  Com a astúcia de Mairin, ambos conseguem fugir, criando um grande elo entre os dois. São encontrados pelo Clã McCabe e é assim que a jovem conhece Ewan McCabe, o pai do menino e chefe do Clã. 

E aqui começa o conflito. Ewan sabe que Mairin têm uma ligação com Cameron, que é um dos seus inimigos, mas não percebe esse elo porque a jovem não pretende contar quem realmente é, mas o chefe do clã McCabe não é um homem que aceite um não.

O que me prendeu neste livro foi mesmo a caracterização das personagens, especialmente de Mairin, que apesar de ingénua porque viveu sempre entre freiras, ela é corajosa e tem uma língua afiada, sem medo nenhum de enfrentar os homens especialmente Ewan. Quanto ao Highlander, é o costume, um homem possessivo, vigoroso e másculo, mas que no fundo é um pai maravilhoso, preocupado e carinhoso.

Quanto aos outros irmãos do Clã temos Alaric, o irmão do meio, que durante a trama acaba por se tornar um defensor de Mairin, e Caelen, o leitor fica com a sensação que é um homem torturado pelo passado.
Fico à espera do próximo livro para continuar a seguir a história do Clã McCabe.


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